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Psicologia

Psicologia Existencial: O que é e qual sua importância?

A Psicologia Existencial é uma vertente da psicologia que traz consigo a afirmação que o ser humano primeiro tem sua existência e, com suas experiências vividas, adquire sua essência.

A própria Psicologia Existencial tem dentro de si subvertentes que buscam a compreensão dos indivíduos de uma sociedade através da compreensão dos seus mundos pessoais e dos elementos que dão sentido às suas próprias existências.

Buscando, assim, os significados de todos os aspectos da própria existência do ser humano como indivíduo único e individual no mundo. Não fazendo-o se integrar em um geral e sim focando no pessoal dele.

O que é a Psicologia Existencial?

A Psicologia Existência tem como pilar o Existencialismo, que traz consigo o entendimento de que o ser humano é totalmente livre para fazer suas próprias escolhas. Tem o livre arbítrio.

Sendo assim, o próprio indivíduo decide quem se torna perante o mundo e perante a si mesmo.

O Existencialismo nos traz a ideia de que o ser humano é, por primeiro, “existência”, para, só assim, ser “essência”. Mas o que isso significa? Significa que não existe natureza pré determinante ao que o indivíduo é ou será.

Sua essência é só formada após o existir, através de vivenciar experiências, sua liberdade e a responsabilidade de fazer escolhas.

Sendo assim, a psicologia existencial combina diversos fatores e questões da filosofia com os princípios básicos e atuantes da psicologia. Nessa abordagem são estudadas como questões filosóficas afetam a psique e o comportamento dos indivíduos em cada situação.

Esta abordagem psicoterapêutica visa ajudar o paciente a encontrar o seu lugar no mundo e a viver a sua própria autenticidade.

Nessa abordagem o paciente é encorajado a encontrar a si próprio com um olhar que vida entender um mundo construído a partir de pressões sociais e influências do ambiente externo no interno de cada pessoa.

Para os psicólogos que praticam a psicologia existencial é necessário adentrar dentro do mundo dos pacientes para compreendê-los e guiá-los por meio desse processo de auto descobrimento.

Experiências de vida, relacionamentos interpessoais e objetivos são considerados para fazer uma análise profunda do individual de cada paciente.

O senso de propósito e significado é um dos maiores influenciadores do bem-estar, saúde mental, formas de expressão, conduta, tomada de decisões, dentro outros aspectos da vida do paciente.

Ansiedade e depressão podem estar associados à confusão mental ou a dúvida acerca do propósito da própria existência. Assim, a psicologia existencial busca apresentar esse grande foco na condição humana como um todo.

Como surgiu a Psicologia Existencial?

A Psicologia Existencial tem origem nas teorias de dois grandes filósofos essenciais, o filósofo Friedrich Nietzsche e o filósofo Soren Kierkegaard.

Ambos foram figuras cruciais para o desenvolvimento das teorias existencialistas que, futuramente, viriam a ser a base da Psicologia Existencial.

Soren Kierkegaard (1813-1855)

Kierkegaard criou e instituiu a teoria de que o descontentamento humano poderia ser superado somente através de sabedoria interna. Ou seja, consigo mesmo, e não com coisas externas.

Soren Kierkegaard focou sua filosofia em questões existenciais e no significado da vida, com perguntas que todos nós já nos fizemos um dia, como: “Quem sou eu?”, “Por que eu existo?”, “Qual a minha contribuição para o mundo”, “Qual o sentido da vida?”, entre outras.

Friedrich Nietzsche (1844-1900)

Depois de Kierkegaard já estar desenvolvendo o existencialismo filosófico, Nietzsche introduziu a ideia de livre arbítrio e responsabilidade social, desenvolvendo ainda mais a teoria do existencialismo.

Nietzsche acreditava que o impulso dominante inerente de todos os seres vivos na terra, inclusive, e principalmente, o homem, é a vontade de permanecer vivo.

Isso significa que todos os seres têm vontade de ter poder sobre todas as forças que tornam a vida difícil ou impossível. Querendo uma forma de “facilitar” sua sobrevivência.

O Início da Psicologia Existencial

Porém, foi só pouco antes da segunda guerra mundial que a Psicologia abraçou a ideia do Existencialismo e se criou, de fato, a Psicologia Existencial.

Na europa, antes da segunda guerra mundial, os autores e psiquiatras suíços Medard Boss e Ludwig Binswanger foram os primeiros a utilizarem a Psicologia Existencial em seus trabalhos particulares. Vale ressaltar que ambos tiveram uma influência muito significativa das teorias de Martin Heidegger.

Ludwig Binswanger (1881-1966)

Uma informação que vale muito bem destacar aqui é que Binswanger estudou com o pai da psicanálise, Sigmund Freud. Os dois estudiosos tiveram uma bela amizade por muito tempo. Além disso, o psiquiatra suíço teve uma grande amizade com outro grande nome, Carl Jung, que foi criador da psicologia analítica.

Também é preciso levar em consideração que Binswanger foi um dos pioneiros na aplicação da fenomenologia na psiquiatria.

Para ele, a análise existencial é sobre a observação da vida humana e tem como objetivo refazer o mundo interno de cada pessoa e suas experiências.

Medard Boss (1903-1990)

Medard Boss se formou em medicina e foi paciente do próprio Sigmund Freud. Também foi assistente de trabalho de Eugen Bleuler.

O suíço estudou psicanálise na Alemanha e em Londres, com diversos psicanalistas diferentes, dentre eles Ernest Jones e Karen Horney.

Para completar seu currículo, ele também trabalhou com o criador da teoria holística do organismo, Kurt Goldstein.

Boss também fez amizade com Heidegger, mantendo contato com o mesmo, por se interessar em sua filosofia, até sua morte.

Impulsionamento da Psicologia Existencialista no pós guerra

Logo após a segunda guerra mundial, mais precisamente na região europeia, o existencialismo se popularizou por causa das obras, textos, romances e peças de teatro de Jean-Paul Sartre, Simone de Beauvoir e Albert Camus.

Esta força que a teoria tomou no pós-guerra tem relação direta com a recuperação de concepções de liberdade e individualidade após aquele período difícil.

Mais tarde, a Psicologia Existencial chegou aos Estados Unidos, com os psicólogos como Rogers e Maslow estudando sobre essa abordagem que, para a época, era completamente inovadora.

Por isso, concluía-se que a Psicologia Humanista teve forte influência da Psicologia Existencial que chegou nos Estados Unidos na mesma época, retomando alguns de seus procedimentos e temas principais.

Conflitos Trabalhados na Psicologia Existencial

Como você já deve ter percebido, a Psicologia Existencial busca tratar conflitos existenciais da pessoa quando um ser único e individual. Mas existem quatro(4) conflitos existenciais que são reconhecidos como conflitos primários, a seguir iremos abordar cada um deles.

Liberdade

No existencialismo, a liberdade comanda toda a essência do ser humano. Pois, como a pessoa é um ser livre para fazer suas próprias escolhas, ela deve escolher o próprio rumo da vida e viver com as consequências da escolha outrora tomada. Quando essa liberdade é ameaçada, pode desencadear uma série de sintomas.

Morte

A morte, para o existencialismo, é o que determina o fim da existência. Contudo, é preciso encontrar o equilíbrio perfeito para entender esse fenômeno e não ser dominado por ele e o medo do mesmo. Para a psicoterapia existencial, a morte pode nos motivar a aproveitar a vida.

Solidão

A solidão faz parte da nossa vida desde sempre, todos temos momentos de solidão e isto é necessário para o nosso desenvolvimento quanto humanos. No existencialismo isto é ainda mais importante, pois em algum momento a pessoa irá perceber que só depende dela mesma para viver os seus sonhos. Por mais que seja difícil saber e falar sobre esse sentimento, é necessário saber que cada um busca uma maneira própria e interior de dar sentido a sua vida.

Sentido da vida

Para poder entender um pouco mais sobre a vida, a pessoa busca dar sentido à ela de alguma forma. Por isso mesmo, o indivíduo busca a própria realização de diversas formas para que o sentido da vida seja conveniente a suas ações e desejos.

Existencialismo: Desespero, Angústia e Abandono.

Desespero é uma ação sem esperança, pois nós podemos até ver o que podemos fazer, mas não temos motivação, esperança ou ilusão de contar com os outros em nada, pois cada um é livre para fazer suas próprias escolhas. O desespero, para o existencialismo, é o medo de perder aquilo que mais amamos ou temos como importante que nos faz ser quem somos, ou seja, quando nossas escolhas dependem da escolha de outros.

No existencialismo, a angústia está diretamente relacionada às escolhas que cada indivíduo faz não somente para si, mas também para os indivíduos ao seu redor e para a humanidade. Trata-se de sentir o peso da responsabilidade que envolve o ato de fazer escolhas tão importantes. Sendo assim, o ser humano vive em uma angústia existencial constante por conta da dúvida de suas próprias escolhas.

O sentimento de abandono (também chamado de desamparo), no existencialismo, refere-se à afirmação de que não temos Deus ou uma natureza universal dominante que determine o nosso ser e nossas escolhas como humanos. Com isto, não há nada dentro ou fora de si para se apegar, não há um ponto de segurança para usar de apoio ou algo para culpar pelas nossas escolhas mal feitas.

Conclusão

A Psicologia Existencial pode parecer um pouco complexa, mas a sua execução, quando bem feita por um profissional competente, vai lhe parecer muito fácil.

Caso você tenha se identificado com os temas abordados por essa abordagem psicológica, creio que vale a pena procurar por um psicólogo que atenda dentro dessa linha psicoterapêutica.

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